Resenha do livro "Serial Killers - Louco ou cruel?"








Título Original: Serial Killers – Louco ou cruel?
Autora: Ilana Casoy
Ano: 2017
Editora: Darkside
Páginas: 361
Onde comprar: Amazon, Darkside

Pense em uma obra que irá te deixar noites e dias pensando em até que ponto um ser humano pode chegar para cometer crimes hediondos, cruéis e até bizarros, se assim pode-se falar. Aqui, Ilana Casoy traz os mais famosos serial killers que já houve na humanidade e seus atos animalescos e insanos, que deixa o leitor chocado e impressionado.

     Escrevo essa resenha sobre um livro bem estruturado e muito bem feito. Está explícito que foram inúmeras pesquisas realizadas para poder montar esse acervo de assassinos frios, que nos leva a duvidar se eles estavam em com suas faculdades mentais na normalidade, pois a forma que eles descrevem o que fez com as vítimas, é angustiante e estarrecedor. Pessoas sensíveis irão passar mal se lerem o conteúdo dessa obra, assim como ver as fotos aterrorizantes que aqui possui.




     É algo que te impressiona, mas ao mesmo tempo é bom lê-lo, pois ficamos conhecendo as características e a forma de atacar de um serial killer, seja ele homem ou mulher e que pode ter um perto de você a qualquer momento, pois quem imagina um ser desse tipo maltrapilho, mendigo ou desclassificado, está enganado, pois muitos são da elite e com QI elevado.


“Segundo a descrição de um jornalista na reportagem sobre o caso, o assassino morto era ‘muito patético e humano para ser chamado de Diabo e muito frio e cruel para ser considerado humano’”.


     A obra, antes de entrar nos serial killers mais famosos de toda história, nos traz uma rica introdução bem esclarecedora sobre as características de um serial killer, seus aspectos sociais, psicológicos, mitos e verdades, além das etapas que eles premeditam e suas assinaturas e seu perfil. Também nos traz como o FBI atua nas investigações, o que deixa o leitor fascinado e apreensivo para dar continuidade a leitura e entrar nos casos lá abordados.


     

     Alguns destaques que levam a pensar e muito sobre a insanidade dos assassinos citados na obra é histórico de vida deles. Vinham de famílias conturbadas, sofriam humilhações moral, eram abusados sexualmente, o que os levaram a ter comportamentos bizarros como urinar na cama durante a noite, matar animais e disseca-los, serem deprimidos e se autoflagelavam até chegarem a cometer seus crimes. E a frieza em que eles contaram e principalmente na hora de ouvirem suas sentenças no tribunal, como se fosse a coisa mais normal da vida.


“Quando um assassino cobre o rosto de sua vítima, em geral sua intenção é despersonalizá-la transformá-la em objeto”.

     Fotos de laudos, corpos de vítimas e quadros com informações de alguns serial killers estão presente para deixar mais claro a forma que eles matavam, estão presentes e impressionam o leitor por causa de seus conteúdos. Eu tiro o chapéu para Ilana Casoy pelo árduo trabalho que ela realizou e documentos que juntou para dar origem a essa magnífica obra.






     E se ainda não leu “Serial Killers, louco ou cruel?”, não perca a oportunidade, pois é algo impressionante, mas necessário para quem gosta desse assunto e confesso que seja até um material de pesquisa, pois muitas informações estão presentes para que se possa realizar um trabalho. É aterrorizante, mas curioso, vale a pena ler. Recomendo para todos.


Sobre a autora



Ilana Casoy (São Paulo, 19 de fevereiro de 1960) é uma criminóloga e escritora brasileira.
É sobrinha do jornalista Boris Casoy e prima de Serginho Groismann. Formou-se em Administração na Fundação Getúlio Vargas. Dedicou-se a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers.

Ilana Casoy já publicou outros livros sobre crimes que ficaram famosos no Brasil, como A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento – Caso de Polícia, sobre o assassinato do casal Richthofen, reunidos pela DarkSide® Books no livro Casos de Família.

     Colaborou com o site do canal Investigação Discovery entre 2012 e 2013. A especialista em crimes – que já fez um estágio na polícia científica, quando acompanhou a perícia de homicídios – participou, a convite da Fox Brasil, da criação de um perfil do psicopata Dexter Morgan, anti-herói e protagonista da série que leva o seu nome e que se tornou uma das mais cultuadas dos últimos anos.

      Casoy atuou também como colaboradora da série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade (2014), exibida pela Rede Globo. Bruno Gagliasso interpretou um serial killer inspirado em Ted Bundy, cujo perfil é dissecado em Serial Killers: Louco ou Cruel? A série contou ainda com Luana Piovani no papel de uma policial e psicóloga forense, especialista em caçar serial killers. Saiba mais em serialkiller.com.br


@Gustavo Barberá – 27/01/2020.

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9 comentários:

  1. Um trabalho incrível, hein?! Essas histórias, tão bem embasadas, baseadas em fatos e situações reais ligadas às loucuras da mente humana, embora me assustem, também me instigam a querer conhecer mais desse campo que ao mesmo tempo é tão estudado, mas que ainda é um mistério que terá sempre motivos diversos a instigar a capacidade do homem por pesquisar e querer saber mais. Parabéns pelo post!

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  2. Fiquei com inveja de você.. Sou doida para ler esse livro. Aliás os livros de Serial Killers da Darkside são bem curiosos. Tem a versão brasileira também.
    O Budy é que o menos me chama atenção, mas a loucura humana e as coisas que eles fazem é algo que me deixa curiosa, pq parece que não me entra na cabeça uma pessoa matar alguém

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  3. Eu li os livros da Ilana há muitos e muitos anos, enquanto era uma jovem aluna na faculdade de Psicologia. E olha... Simplesmente marcou minha vida. Eu nunca mais "desviei" do caminho de estudar e analisar o comportamento dos serial killers. Eu escrevi um TCC sobre o transtorno de personalidade antissocial, e por aí vai.
    Tenho todos os livros dela, e diversos livros de outros tantos autores. Feliz que a DarkSide Books tem trazido mais compêndios sobre o tema.

    Adorei sua postagem. Abraços

    Carol, do Coisas de Mineira

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  4. Olá

    Gosto quando os autores tratam dos psicopatas com uma frieza e distanciamento necessário, porque fico irritada com essa naturalidade e até certa romantização que alguns colocam nessas pessoas com essa falha psicológico. Isso não é algo normal e nem tolerável. Já assisti filmes e livros quase endeusando essas figuras.

    Sua resenha está ótima.
    Beijos

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  5. Olá, tudo bom?
    Simplesmente acho fantástica a forma como a Ilana constrói seus livros, seu trabalho de pesquisa e explanação dos casos. Dela eu li o Casos de família e achei sensacional. Fiquei muito curiosa para ler este volume também, ainda mais depois dos elogios tecidos. Também acho livros assim extremamente necessários.
    Beijos

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  6. Olá Gustavo!!!
    Eu talvez não seja o público do livro apesar de curtir um pouco conhecer determinados caos e tal, mas minha colunista Ana é mais fascinada que eu e ama histórias assim.
    Eu talvez não tivesse tanto estômago, mas vareia de pessoa para pessoa porém já sei pra quem vou repassar a dica.

    lereliterario.blogspot.com

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  7. Embora eu goste de livros policiais fictícios, eu não sei se ia gostar de um livro assim que fala sobre serial Killers reais. Mas quem sabe, se eu tiver oportunidade, lerei para tirar minhas conclusões.
    bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  8. Olá, Gustavo! Tudo bem?

    Eu particularmente prefiro assistir séries sobre serial killers do que ler livros propriamente sobre serial killers, acho que séries é algo que rende mais o meu tempo, pois prefiro gastar meu tempo de leitura com algo que realmente me dá prazer, livros de outros gêneros literários. Contudo, isso não quer dizer que o livro é ruim, pelo contrário deve ser muito bom, só estou tentando ser mais seletivo. Gostei da sua resenha e em tempos passados certamente eu pegaria esse livro.
    Abraço!

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  9. Olá!

    Achei que se trata de uma leitura um tanto perturbadora, mas interessante e fiquei bem curiosa, não pelos crimes em si, mas para conhecer os padrões. Tudo que eu sei sobre serial killers aprendi assistindo séries, então uma obra mais profunda pode ajudar a montar um quadro de conhecimento mais profundo. Não sei se tenho estômago, mas anotei a dica.

    Beijos

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