Entrevista com Tiago Oaks

 


      T.C.Oaks é paulistano, mais precisamente da Mooca, onde vive com sua esposa. Publicitário pela ESPM e romancista por vocação, é dotado de uma prosa objetiva e bem-humorada. Transitando pelos gêneros fantasia, horror, mistério e ficção científica, tem aperfeiçoado o manuseio da narrativa longa de fantasia realista, orientando seu trabalho para projetos de grande extensão, com universos narrativos amplos, ricos em personagens, sempre privilegiando a ação narrativa, em busca de uma leitura leve e articulada. Elaborador de enredos complexos, constrói personagens fascinantes e diálogos excelentes num ritmo compassado.

 

 

      LE: Como surgiu a ideia de escrever “ O filho da queda - O Herege”?

 

TO: Bom, essa é uma história engraçada: o Herege surgiu devido a uma revolta minha.

Na época, eu vinha numa grande maré de azar na minha vida amorosa. Depois de um dia ruim, que culminou num fora pior ainda, cheguei em casa decidido que alguém ia ter um dia pior do que o meu. Assim nasceu o Jack, que ia ter um pedido de noivado recusado (afinal tinha que ser um fora maior que o meu). Porém não foi suficiente, a brincadeira cresceu mais e eu precisava que aquele cara sofresse mais! Então aos poucos fui criando o enredo principal da trama até a hora em que cheguei na cena da perseguição da clínica.

 

Percebi então que eu realmente tinha ali algo mais que um exercício de escrita criativa. Começava a nascer uma história, de verdade que valia a pena ser contada. Nessa hora o Herege começou a surgir em minha mente, toda sua maldade e principalmente sua presença dominante! Parei tudo o que estava fazendo e fui pensar no vilão.

 

Como sempre tive uma paixão por mitologia e por vampiros eu acabei influenciado pelos dois. Era uma época em que Crepúsculo e Diários de um Vampiro estavam em alta e os vampiros tinham um ar muito romântico ao seu redor.

 

Sempre vi vampiros como seres magnéticos e sedutores, mas acima disso, eles eram predadores, feras inumanas.

 

Quando decidi criar um monstro realmente assustador um ser que evocasse a maldade perpetua e a crueldade inumana de um ser imortal mergulhei fundo em pesquisa.

 

No fim os vampiros foram deixados de lado, assim como o famigerado fora, aquelas eram brincadeiras, o Herege era algo mais antigo, mais maligno e mais ancestral. Eu já tinha o enredo pronto, só precisava deixar que o Herege colocasse seu plano em prática e que Jack, Raquel, Carlos e Vinnie o combatessem.

 

 

       LE: Você em algum momento foi criticado por ter feito essa obra ou por alguém que leu?

 

 TO: Já houve pessoas que não gostaram do meu livro. Quando recebo críticas gosto de saber o que não agradou o leitor. Acho que toda a crítica pode ser aproveitada. As maiores críticas para com o Herege são relacionadas a violência gráfica no livro. Entendo perfeitamente que a obra não agrade a todos. Mas ainda bem nunca tive ninguém queimando meu livro ao algo assim! =)

 

 

       LE: Quais seus escritores preferidos?

 

 TO: Dos internacionais são: Bernanrd Cornwell e Tolkien, sem duvida meus favoritos. Nacionais adoro Leonel Caldela, André Vianco e Claudia Lemes. Admiro muito Oscar Nestarez, JK Rowling e claro Stephen King.

 

 

     LE: Nota-se que sua obra possui uma vasta e complexa pesquisa de alguns locais e monumentos históricos. Quanto tempo demorou para você escrever seu livro?

 

      TO: A pesquisa me tomou aproximadamente 2 anos, onde divido esse tempo na pesquisa histórica de São Paulo e também muito na religião Proto indoeuropeia (basicamente o tronco principal de quase todas as religiões da europa e índia.) Gosto das histórias que extrapolam a realidade, e acho por exemplo Dan Brow fantástico em suas descrições detalhadas de locais do globo. Temos um país tão rico e com cada coisa fantástica em suas cidades que não podia deixar São Paulo de fora da história. De fato, considero a cidade uma personagem da trama.

 

 

       LE: Há algum projeto em andamento e outros por vir? Pode nos contar?

 

      TO: Infelizmente o meu próximo projeto é segredo a pedido da editora, mas é uma HQ muito legal! Fora isso tenho sim mais dois projetos engatilhados: Estou no momento desenvolvendo um horror fantástico sword and sorcery (estilo Conan o Bárbaro) sombria com elementos do nosso folclore chamado a Maldição do Velho Carvalho, e pretendo retomar muito em breve ao mundo de Aip Ion, meu outro romance.

 

O autor possui um site. Para visitá-lo, clique AQUI.

 

@Gustavo Barberá - 11/10/2020.

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Um comentário:

  1. Oi, Gustavo! Tudo bem? Que série de entrevistas dinâmicas você tem trazido! Parabéns! E, olhe, eu concordo com o autor quando diz que vê vampiros como seres magnéticos e sedutores. Também me fascinam, ao mesmo tempo que me espantam (rsrsr).Ao ler que ele diz ser seu próximo projeto um segredo, já me deixou mais que curiosa! Hahaha! com certeza vem coisa boa por aí! Bjs

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