Projeto #lendopoe - Resenha do conto "Eleanora"

 


 

 

 

 

 

Conto: Eleonora
Livro: Edgar Allan Poe – Medo clássico, vol. 1
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside
Ano: 2017
Páginas: 400
Onde comprar:
Amazon, Darkside

 

Olá seres enigmáticos, tudo bem? O Leitura Enigmática, junto com o blog “Conduta Literária” e com o autor Bruno Godoi como patrono estamos com o projeto #lendopoe e hoje é a vez de lhes apresentar a resenha do conto “Eleonora”, que faz parte da seção “Mulheres etéreas” no livro "Medo Clássico", publicado pela Darksidebooks.

 

     Neste conto temos um narrador anônimo que sofre pela perda de seu amor chamado Eleanora, relatando os momentos românticos e de ternura ao seu lado e após sua morte, sua revolta e ira perante Deus e todos.

 

     A história é narrada em primeira pessoa por esse narrador já citado, a história possui dois momentos: um de doces lembranças de sua amada Eleonora e outro de momentos sombrios e de incertezas que o rodeia, dando uma sensação não só melancólica, mas de fobia e agonia.

 

 

     É um dos meus contos preferidos do autor, pois Poe parece que coloca nessas linhas algo que possa ter acontecido com ele, tão verdadeiros são as frases e colocações relatadas. São memórias deprimidas, pessimistas, sem uma perspectiva de melhora, o que abala o leitor, fazendo-o sofrer junto com o narrador.

 

     Há quem acredite que o conto, publicado no ano de 1842, tenha alusão a Virgínia (esposa de Poe que faleceu de tuberculose) que naquele mesmo período apresentava os primeiros sinais da doença. Nesse caso, o narrador seria o próprio Poe e o conto seria a despedida a sua amada. Não se pode ter certeza, pois esses pontos são apenas especulações, porém eu acredito sim, que o autor deva ter refletido muitos aspectos de sua vida e experiências em suas obras.

 

"Àqueles que sonham de dia, é dado a conhecer muito do que escapa aos que sonham apenas à noite."

 

     É uma narrativa bem detalhada, Poe abusa das descrições, mas esse fato não atrapalha na leitura, porque temos uma linguagem poética presente o que se faz tudo combinar. É lindo, reflexivo, introspectivo, mas ao mesmo tempo macabro, alucinante, mórbido e sombrio. Portanto, é um conto que recomendo demais para todos, vale muito a pena conferir.

 

 

 

Sobre o autor

 

 

Edgar Allan Poe (1809-1849) foi um poeta, escritor, crítico literário e editor norte-americano. Autor do famoso poema “O Corvo”. Escreveu contos sobre mistério, inaugurando um novo gênero e estilo na literatura.

 

Edgar Allan Poe nasceu em Boston, nos Estados Unidos, no dia 19 de janeiro de 1809. Filho de atores ambulantes, quando tinha um ano, o pai deixou a casa e, no ano seguinte a mãe faleceu. Com dois anos foi adotado por um rico comerciante escocês. Fez seus primeiros estudos em Glasgow, na Escócia, e em um internato em Londres, onde a família se estabeleceu.

 

Em 1820 já estava de volta aos Estados Unidos onde continuou os estudos em uma escola de Richmond, Virgínia. Em 1823 escreveu seus primeiros poemas. Em 1826 ingressou na Universidade de Virgínia. Nessa época envolveu-se com o jogo e o álcool. Tinha uma relação conflituosa com o pai adotivo.

 

     Em 1827 publicou seu primeiro livro de poemas “Tarmelão e Outros Poemas”. Já em 1829 vai viver com sua tia e uma prima. Em 1830, Allan Poe ingressa na Academia Militar de West Point. Depois de oito meses foi expulso por indisciplina. Em 1831 publica o livro “Poemas”. Em 1833 recebe um prêmio do Saturday Visitor, por seu “Manuscrito Encontrado Numa Garrafa”.

 

     Em 1835 Allan Poe tornou-se editor literário da Soltber Literary Messenger. Nesse mesmo ano, casa-se com sua prima de apenas 13 anos. Seu problema com a bebida se agravou, sendo despedido do emprego. Muda-se para Nova Iorque, trabalha em alguns periódicos e escreve suas obras. Em 1847 sua mulher morre, agravando ainda mais o seu vício com o álcool.

 

     Em 1849, após viajar de Richmond para Baltimore, perde-se pelas ruas, sendo encontrado bêbado, delirando em uma taberna e levado para um hospital onde passa seus últimos dias.

 

     Edgar Allan Poe morre em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, no dia 7 de outubro de 1849.

 

     Allan Poe deixou poemas, contos, romance com temas de mistério e de horror. Muitas de suas obras exploram a temática do sofrimento causado pela morte. O poeta acreditava que nada seria mais romântico que um poema sobre a morte de uma mulher bonita.

 

     É considerado o criador do conto policial, seus poemas mergulham na tristeza e as narrativas em temas de morte, que refletiam os tormentos do autor. Por outro lado, possuía grande capacidade analítica sendo considerado o pai das modernas histórias de detetive. Sua primeira novela policial foi “Assassinatos na Rua Morgue” (1841).

 

    Suas obras foram um marco para a literatura norte-americana contemporânea, com destaque para "Contos do Grotesco e Arabesco” (1837), contos que influenciaram diversas gerações de escritores de livros de suspense e terror, e os poemas, “O Gato Preto” (1843), “O Corvo e Outros Poemas” (1845) e “Annabel Lee” (1849). (Fonte, clique aqui).

 

@Gustavo Barberá – 10/06/2021.

 

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