Resenha do livro "A carta"

 

 






Título Original: A carta
Autor: Robson de Lima Braz
Ano: 2020
Editora: Polo Books
Páginas: 76
Onde comprar:
com o autor

 

* Obra gentilmente cedida pelo autor.

 

     Em meio a tanta violência em que estamos passando, a polícia sempre está presente nos momentos em que mais precisamos, prontos a nos ajudar e nos salvar, mesmo arriscando sua vida. E infelizmente, vários profissionais tem sua vida interrompida muito cedo em prol de um juramento realizado ao ingressar na profissão que é salvar e proteger a sociedade.

 

     No livro “A carta”, não teremos uma história de ficção ou biografia, mas sim uma reflexão das milhares de famílias que perderam seus entes queridos entre maridos, filhos, sobrinhos, netos e demais familiares no decorrer da sua profissão, além de mostrar ao leitor essa dor que essas pessoas passam com suas perdas.

 

 

     É uma leitura que nos sensibiliza demais. De início, pensei que fosse um relato do autor, tipo uma autobiografia, mas de uma hora para outra, ocorre um plot que me deixou meio perdido, mas no decorrer da leitura, tudo foi se encaixando e esclarecedor, emocionante e reflexivo.

 

     A narrativa nos mostra que o profissional da segurança protege e nos dão suporte, arriscando sua vida, mas as perguntas que ficam são: quem os ajudarão nos momentos de perigo? Eles possuem alguém que os protegerão também em seus momentos de necessidade, pois além de serem soldados, são seres humanos iguais a todos nós.

 

“ E que seus heróis também sangram”.

 

     Devemos valorizar muito esses profissionais que não tem hora para nada, não podem ter uma rotina, pois sempre precisam estar disponíveis para atuar em qualquer momento, além de não saber se voltará para suas casas. A obra também mostra as dores das famílias que já perderam alguém de sua família, o que passa batido, nunca se param para pensar as condições que essas pessoas passam.

 


 

     Portanto, essa é uma obra que deveria ser obrigatória para todos, pois após sua leitura, jamais irão rotular ou taxar um policial militar de forma generalizada e sem saber o que ele passa em seu cotidiano árduo e repleto de desafios todos os dias e o que seus entes queridos passam ao perder um de nossos heróis que estão sempre prontos em nos ajudar. Recomendo demais.

 

 

 

 

Sobre o autor

 

 

Robson de Lima Braz é policial Militar há 18 anos. Já serviu no 16 BPMM, 23 BPMM, 50 BPMI, atualmente serve no COPOM-SP, exercendo a função de Supervisor de atendimento 190.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

@Gustavo Barberá – 21/04/2021.

 

Menu

0 comentários:

Postar um comentário