Resenha do livro "Para onde vão os suicidas?"

 




Título Original: Para onde vão os suicidas?
Autor: Felipe Saraiça
Ano: 2020
Editora: Pendragon
Páginas: 188
Onde comprar:
Pendragon

 

* Obra gentilmente cedida pelo autor.

 

     Para onde vão os suicidas é uma obra que fará o leitor refletir sobre a vida e o que ela pode nos proporcionar, além de ser um alerta sobre o índice de pessoas que vivem deprimidas, sofrem em silêncio, sem serem notadas e tendo um suporte, uma ajuda, o que acaba levando a cometer tal ação.

 

     O livro nos conta a história de Angelina, uma garota que comete o suicídio e para entrar no mundo dos mortos, a própria morte lhe dá algumas missões para que ela realize, antes do seu ingresso para o outro lado.

 


 

     É uma obra muito emocionante, que mostra o que uma pessoa prestes a se suicidar sente, a bagagem de pensamentos que ela traz em silêncio ao longo dos anos e não pode compartilhar com as pessoas próximas, dando aquela sensação de abandono, o vazio que está em seu interior, fazendo como se estivesse caindo em um poço sem fim.

 

     Temas como família, amigos e identidade também são abordados de forma convicta e coerente, pois o que se tem nessa obra é mais que uma história de ficção, são fatos que infelizmente acontecem na realidade e não ficamos sabendo, tanto que a protagonista fica surpresa quando fica conhecendo as histórias dessas pessoas que estão para morrer.

 

“Heloíse estava com o rosto inundado de lágrimas e se silenciou”

 

     Narrada em terceira pessoa, o enredo é intenso e muito fluído, a obra prende demais a atenção do leitor para os acontecimentos e podem ficar tranquilos, pois por se tratar de um tema sério e chocante, o leitor não irá ficar com aquele mal-estar ao ler os depoimentos dos personagens, nem traumatizado, o autor soube criar uma narrativa equilibrada, dosando fatos reais com ficção, o que deixa a leitura tranquila e interessante.

 

     O projeto gráfico desse livro está espetacular, muito bonito mesmo, com uma diagramação perfeita e uma fonte tranquila de se ler. Gostei demais também do autor colocar a morte como protagonista, interagindo com Angelina, onde se tira o chavão de que ela é uma vilã, algo ruim e diabólica, mas sim um ser que está cumprindo deu papel, bem só lendo a obra para entender o que quero dizer.

 


     Portanto, “Para onde vão os suicidas? ” É uma obra que recomendo para todos, independentemente da idade, crença ou status social, pois aqui temos uma lição de vida para aproveitarmos ao máximo o que nós temos, em agradecer cada conquista que recebemos, seja ela pequena ou grande, pois o segredo do sucesso é viver intensamente.

 

 

 

 

 

Sobre o autor

 

 

Felipe Saraiça, nasceu no Rio de Janeiro, mas mora atualmente em Niterói e cursa jornalismo na Universidade Carioca (Unicarioca). No final de 2015 participou de um projeto chamado Imaginar/Contadores de Histórias, e com ele teve a oportunidade de subir o Morro da Babilônia e ler para as crianças carentes da comunidade. Esse projeto o fez ver a literatura com outros olhos e como os livros podem ajudar as pessoas a fugir da realidade que se encontram. Palavras de Rua é seu primeiro livro. 

 

O que o faz escrever é a ideia de poder trazer novos sentimentos para quem estiver lendo, sejam alegres ou tristes. Tem a mania de observar as coisas ao seu redor com outros olhos, de conhecer o lado das pessoas que elas não costumam demonstrar e costuma que costuma o definir é do filme 500 Dias com Ela: “Eu gosto de observar os detalhes que ninguém vê ''.

 

 

 

@Gustavo Barberá – 16/04/2021

 

 

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8 comentários:

  1. Gostei bastante da sua review, e concordo com a beleza gráfica do livro. Gostaria de ler.
    Abraço
    Coisas de Feltro

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  2. Realmente a parte gráfica esta linda!!! Não sei se seria um bom livro para ler no momento (para mim), mas, gostei bastante do seu post...Dica anotada para um futuro, quando as coisas estiverem menos tensa...
    Abraços

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  3. Oi, Gustavo!
    Achei o livro muito interessante. É difícil achar leituras que trazem a morte como temática principal de uma forma poética, é um tema muitíssimo delicado principalmente para os dias atuais.
    Não sei se leria, mas é inegável que a edição é linda :)

    Estante Bibliográfica

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  4. Achei a proposta do livro bem interessante e a história deve ser muito boa. Mas, ao mesmo tempo, me parece um pouco pesada e ultimamente tenho fugido de histórias assim porque de pesada já basta a realidade. Confesso que ultimamente tenho buscado leituras (e filmes e séries) que me permitam me "alienar" um pouco. Ainda assim, vou anotar a dica para outro momento.

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  5. Oi
    não conhecia esse livro, a premissa é forte por envolver suicídio já que é um tema bem delicado, mas parece ser uma boa leitura.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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  6. Acho importante falar do suicídio, é um tema que precisa ser explorado pela sociedade visando compreender os motivos. Geralmente quem sofre, dificilmente alerta ou diz "eu vou me matar" ou coisas do gênero. O entorno só descobre depois do fato consumado e é quando começa o problema para os que ficam.
    Me preocupo com a abordagem pela ficção e confesso o meu receio de uma pegada espirita. Eu nada tenho contra filosofias ou religiões, mas há que quando abordados a partir dessa ótica, acabam terceirizados. Vidas passadas, falta disso ou daquilo.
    Eu, no momento, não quero ler para ver o caminho proposto pelo autor, porque a realidade está indigesta e eu tenho tentando me preservar, já basta as notícias que chegam pelo telefone. Mas, vou deixar o autor e título anotado no bloco de notas para leituras futuras. Quem sabe depois que tudo isso passar...

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  7. Gosto de livros que tratam desse assunto de uma forma menos séria e mais fantasiosa, pois tira um pouco do peso das ações da personagem. Achei a capa do livro linda e a premissa também chama muita a atenção ❤️

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  8. Hey Gustavo o/

    eu sempre me interesso por livros de ficção que falam sobre esse assunto. Ver essas história sempre fazem para quem sofre com transtornos e diagnósticos psiquiátricos não se sintam sozinhos.

    Boas leituras,
    Karen Gabrieli | Apesar do Caos

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