Resenha do livro "a partitura de Clara"

 


 

 

 

 

Título Original: A partitura de Clara
Autora: Silvia Gerschman
Ano: 2020
Editora: Penalux
Páginas: 200
Onde comprar:
Penalux

 

* Obra gentilmente cedida pela escritora.

 

     A partitura de Clara é um romance histórico baseado em fatos reais que irá prender demais a atenção do leitor pela bela leitura que ele nos oferece, nos deixando extasiados e imaginando as situações que sucederam no decorrer do século XIX.

 

     A obra se passa em dois momentos: um contando a história da compositora Clara Schumann e sua trajetória entes e depois do casamento com o compositor Robert Schumann e outro onde dois pesquisadores de história contemporânea, o francês Patrick e a brasileira Ana, que juntos, vão a procura da partitura desaparecida de Clara, nunca tocada nos grandes concertos.

 

 

     É um livro incrível, ainda mais eu que sou formado em piano clássico e tive história da música no conservatório, foi uma leitura que devorei em dois dias, pois minha curiosidade ficou extremamente aguçada em saber os mínimos detalhes dessa história, mas para quem gosta de uma narrativa repleta de fatos históricos como a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e a sociedade nessa época, é um prato cheio.

 

     Fica explícito a vasta pesquisa que a autora realizou e fez com que a história ficasse bem compreensível, sem utilizar palavras ou termos difíceis. É uma história que irá sensibilizar muito, pois os momentos complicados e sofríveis em que ela passa são extremamente comoventes.

 

“A música brota em mim como uma flor viva e exuberante, até ficar exangue após passar por todos os estágios da vida, dos mais extraordinários, loucos, alucinados e amorosos aos mais sutis e delicados, até encontrara morte... Sua música me inebria a alma e os pensamentos”.

 

     Narrada em primeira pessoa, o livro possui um enredo fluído, intenso e rico em informações sobre a compositora e a época em que viveu, ao mesmo tempo nos prendendo a atenção com a jornada dos historiadores em que estão à procura de sua partitura perdida que está sendo uma tarefa árdua para achá-la. A história é finalizada de uma forma surpreendente e emocionante, onde fiquei até chateado por ter concluído, pois queria mais.

 

 

     Então, o que tenho a dizer é que leiam essa trama, é uma leitura prazerosa, incrível e curiosa, é praticamente uma aula sobre a compositora e sua época vivida. E sabem por que ela nunca tocou essa composição? Ah, sabem quantos filhos ela teve? Fiquei pasmo ao descobrir! Para essas perguntas, só lendo essa obra incrível.

 

 

 

 

Sobre a autora

 

Nascida em Buenos Aires a socióloga Silvia Gerschman mudou-se para o Rio de Janeiro onde mora desde 1977. Chegada ao Brasil solicitou asilo político por intermédio do Alto Comissariado de Refugiados Políticos das Nações Unidas e naturalizou-se brasileira.

 

Concursou e concluiu o Mestrado e o Doutorado em Ciências Sociais. Pesquisadora e professora da Fundação Oswaldo Cruz. Participou em bancas, de concurso para professor e de doutorado e Mestrado. Lecionou disciplinas, no Brasil e no exterior. Publicou numerosos artigos e livros: A Democracia Inconclusa, Um estudo da Reforma Sanitária Brasileira, A miragem da Pós-Modernidade. Democracia e políticas sociais na globalização, Saúde e Democracia, Políticas Sociais e Saúde no Rio de Janeiro (Editora Fiocruz).

 

     Desde 2015 vem participando como aluna de diversos cursos e estudos em Literatura. Publicou Contágio (contos – editora Oito e Meio, 2016), O renascimento em outras terras (romance) e Ninhos (contos), ambos pela Editora Patuá, em 2019.

 

@Gustavo Barberá - 23/04/2021

 

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Um comentário:

  1. Gustavo do céu, eu estou FASCINADA por esse livro! Achei a história super interessante, ele em si muito bonito e muito legal saber em como você se relacionou pessoalmente com a história por causa da sua formação... Sei lá, me parece uma história bem sensível falando de arte em meio ao caos.

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